O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse a aliados na tarde desta quarta-feira (13) que é “zero” o risco de novos vazamentos ligando ele ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em reunião de emergência convocada após a divulgação de um áudio em que ele pede ao ex-banqueiro dinheiro para bancar o filme biográfico sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o pré-candidato à Presidência afirmou que as únicas tratativas com o ex-banqueiro foram para falar do patrocínio para a produção.
Participaram da reunião com Flávio o coordenador-geral da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN); o coordenador de comunicação da campanha, Marcello Lopes; o diretor executivo Vicente Santini; o diretor financeiro Nelson Santini; e a diretora jurídica Maria Cláudia Bucchianeri.
Nesta quarta-feira (13), o site Intercept Brasil divulgou reportagem afirmando que Flávio negociou diretamente com Vorcaro um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre Jair Bolsonaro. A publicação cita áudios, mensagens e documentos atribuídos às conversas entre os dois.
A publicação pegou de surpresa o time de Flávio, mas, após a reunião, os aliados alinharam o discurso de que não há motivos para preocupação. A orientação é para que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro mantenha a agenda de pré-campanha.
Flávio tem viagem prevista para o Rio de Janeiro nesta quinta-feira. Há previsão de participação no lançamento da candidatura do deputado Guilherme Derrite (PL-SP) ao Senado, com agendas em Campinas e Sorocaba, na sexta-feira e sábado.
Em nota divulgada após a reunião, o senador voltou a defender a instalação da CPI do Banco Master e reafirmou que o contato foi apenas para buscar recurso privado para o filme em homenagem ao pai.
“É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro”, disse.
O senador disse que o contato foi feito apenas para cobrar a retomada do pagamento das parcelas de patrocínio para a conclusão do filme. “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”, disse.
Como mostrou a CNN, aliados do senador admitem que o vazamento do áudio causa desgaste, mas dizem não ver potencial para enterrar a candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O núcleo duro de Flávio aposta que as explicações serão suficientes para segurar a campanha.

