ENTENDA
Fortaleza registrou o primeiro caso de febre do Oropouche, arbovirose transmitida pelo mosquito
Culicoides paraensis, popularmente conhecido como maruim ou mosquito-pólvora
Embora o diagnóstico tenha ocorrido na capital, o (a) paciente, que não teve a identidade revelada, foi infectado na região do Maciço de Baturité, sendo classificado pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) como um “caso importado’.
Entre os dias 1° de janeiro e 5 de abril deste ano, o estado contabilizou 310 casos de febre do Oropouche. Confira as cidades com registros da doença.
Baturité – 224
Aratuba – 81
Fortaleza – 1
Maranguape – 1
Capistrano – 1
Mulungu – 1
Quixadá – 1
A Sesa informou que acompanha as ações de prevenção nos municípios com casos confirmados.
MOSQUITO PODE SER ENCONTRADO EM ÁREAS RURAIS OU URBANAS:
No ambiente silvestre, os principais hospedeiros são bichos-preguiça e primatas não humanos, embora aves silvestres e roedores também possam estar envolvidos na cadeia de transmissão.
Já no ciclo urbano, os seres humanos são os principais hospedeiros. Nesse cenário, o Culex quinquefasciatus, o conhecido pernilongo que costuma habitar áreas urbanas, também pode atuar como vetor do vírus.
SINTOMAS:
Os sintomas da febre do Oropouche são semelhantes aos da dengue. Os pacientes costumam apresentar febre, náuseas, diarreia, dor de cabeça, além de dores musculares e nas articulações. Por isso, a Sesa orienta que, ao surgirem os primeiros sinais, a pessoa procure uma unidade de saúde para realizar os exames necessários e iniciar o tratamento adequado.
PREVENÇÃO:
A população deve usar repelente regularmente e manter a casa limpa, eliminando possíveis criadouros de mosquitos, como água parada, folhas acumuladas e recipientes abertos no quintal ou jardim.
“As pessoas devem fazer a adoção de repelentes e blusas de mangas compridas, assim como evitar sair de casa nos horários em que o mosquito está mais ativo, que é ao nascer e ao pôr do sol, especialmente as populações mais vulneráveis, como as mulheres gestantes”, explica o secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, Antonio Silva Lima Neto (Tanta).

