Os consumidores ganharam mais tempo para regularizar a situação financeira. O governo federal oficializou a prorrogação do Novo Desenrola Brasil, permitindo que a renegociação de dívidas bancárias seja realizada até 31 de agosto. A medida foi publicada no Diário Oficial da União deste sábado (2), por meio de portaria do Ministério da Fazenda.
A renegociação continua sendo feita diretamente com as instituições financeiras participantes. O programa mantém as regras atuais, com descontos que podem chegar a 90%, possibilidade de parcelamento com juros limitados e condições especiais para diferentes modalidades de crédito.
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Novo Desenrola Brasil já renegociou mais de R$ 20 bilhões em dívidas. Mais de 6 milhões de pessoas conseguiram acordos com os bancos, enquanto cerca de 4 milhões tiveram o nome retirado dos cadastros de inadimplentes por possuírem débitos de até R$ 100. Outros 1,1 milhão de consumidores quitaram as pendências à vista, obtendo descontos de até 80%.
O programa contempla dívidas como cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal, financiamento estudantil (Fies), crédito rural e operações voltadas a empresas. A taxa máxima de juros para parcelamento permanece em 1,99% ao mês, além da possibilidade de utilizar até 20% do saldo do FGTS para quitar débitos, conforme as regras do programa.
Mais detalhes sobre o Desenrola Brasil
O público-alvo é formado por pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas negativadas, especialmente aquelas com atraso entre 90 e 180 dias. A prorrogação vale para instituições financeiras que cumpriram os critérios estabelecidos pelo Ministério da Fazenda.
Além da modalidade principal, o Desenrola também possui versões específicas para estudantes com financiamento estudantil (Desenrola Fies), agricultores familiares (Desenrola Rural) e micro e pequenas empresas (Desenrola Empresas), todas com condições diferenciadas para facilitar a renegociação e reduzir o endividamento.

