INVESTIMENTO DE R$ 245 MILHÕES
Implantes contraceptivos, conhecidos como implanon, serão disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A novidade foi anunciada pelo Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (3).
Segundo o Ministério, a previsão é que a partir do segundo semestre já esteja disponível nas unidades básicas de saúde. O plano é distribuir 1,8 milhão de medicamentos para atender todas as mulheres, e pelo menos 500 mil ainda em 2025. O investimento será de aproximadamente R$ 245 milhões.
O implante é um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, e dura no organismo até três anos, sem necesidade de intervenção durante o período. Fora do SUS, uma unidade do implanon pode custar até R$ 4 mil.
“Esse implante é muito mais eficaz que outros métodos para prevenir a gravidez não planejada.
Essa decisão foi da Conitec, a pedido do Ministério da Saúde, e agora vamos orientar as equipes, fazer a compra e orientar as Unidades Básicas de Saúde de todo o Brasil para já no segundo semestre desse ano começar a utilizar no SUS”, ressalta o ministro da Saude, Alexandre Padilha.
Atualmente, os métodos contraceptivos disponíveis no SUS são: preservativos externo e interno; DIU de cobre; anticoncepcional oral combinado; pílula oral de progestagênio; injetáveis hormonais mensal e trimestral; laqueadura tubária bilateral; vasectomia.
A pasta alertou que, entre todos contraceptivos disponíveis na rede pública, apenas os preservativos oferecem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

