Screenshot
A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ganhou mais um ponto de tensão esta semana. Desta vez, a preocupação do presidenciável envolve um dos principais aliados políticos dele: o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Depois de uma sequência de episódios que geraram desgaste na pré-campanha de Flávio, como o caso Master, o embate público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), a crise provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil e as acusações do jogador Richarlison envolvendo uma mansão no Rio de Janeiro, o foco agora se volta para a investigação da Polícia Federal (PF) contra dirigente do PL.
Além de Valdemar, o principal aliado do senador em Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), pré-candidato ao Senado, também foi alvo de uma operação da PF nesta semana. A ação investiga um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 7,6 bilhões, ligado a postos de combustíveis da região.
Valdemar é um dos principais aliados da família Bolsonaro e ocupa uma posição estratégica na condução do PL, partido ao qual Flávio é filiado. Outros familiares também intengram o partido, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Carlos Bolsonaro Jair Renan Bolsonaro.
Embora o filho “01” do ex-presidente não seja alvo da investigação, o avanço das apurações sobre Valdemar respinga na pré-campanha. Isso porque os dois aparecem juntos em eventos, reuniões e compartilham o mesmo projeto eleitoral dentro do PL.
Na avaliação da especialista em comunicação política e eleitoral Bianca Silvino, a investigação contra Valdemar não compromete, por si só, a candidatura, mas se soma a outras crises enfrentadas pelo presidenciável nos últimos meses.

