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A jaqueta de Dinho, dos Mamonas Assassinas, foi encontrada intacta durante a exumação dos corpos dos integrantes da banda, realizada na última segunda-feira (23), no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A ação ocorreu quase 30 anos após a morte do grupo e faz parte de um projeto autorizado pelas famílias para dar novo significado à despedida dos músicos, que morreram em um acidente aéreo em 1996.
Durante o procedimento, um detalhe chamou a atenção dos parentes do vocalista. A peça usada para enterrá-lo estava preservada dentro do caixão, o que causou surpresa e emoção entre os presentes.
“A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem”, contou Jorge Santana, primo de Dinho e CEO da marca Mamonas.
Segundo Jorge Santana, o momento foi um dos mais marcantes da cerimônia. “Foi, para mim, o momento mais impactante de tudo. A jaqueta foi algo inusitado e, por estar em bom estado e não estar junto aos restos mortais, pensamos em mantê-la exposta no memorial”, afirmou. Em seguida, completou: “Possivelmente vamos deixá-la exposta. Ela vai ser tratada e emoldurada. Foi um momento complicado difícil, mas a gente passou junto”.
A exumação ocorreu em comum acordo entre os familiares. A proposta prevê que parte das cinzas dos músicos seja utilizada no plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério, também em Guarulhos, cidade onde a banda foi formada.
A iniciativa foi divulgada no último sábado (21) nas redes sociais oficiais do grupo e do cemitério. O projeto busca transformar a memória dos artistas em um gesto simbólico de continuidade, aliado a preservação ambiental.

