O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, decidiu dobrar a aposta e ainda não apagou o vídeo publicado em suas redes sociais em que associa o PT com facções criminosas, apesar da decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela retirada do conteúdo em 24 horas.
O ministro viu desinformação eleitoral no vídeo e atendeu pedido da Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e Partido Verde (PV), para o vídeo fosse excluído.
Ao SBT News, Sóstenes disse que ainda não foi notificado pela justiça e que irá avaliar a decisão com sua equipe jurídica. O deputado reafirmou as acusações e disse que irá pedir o respaldo da Embaixada dos Unidos no Brasil porque, segundo ele, a destinação de recursos do PCC e do CV seria uma preocupação também do presidente americano, Donald Trump.
“Vou pedir à Embaixada dos EUA que se manifeste sobre o assunto. Pronto, vou fazer do limão uma limonada. Já que o PT se incomodou com a frase, agora vai ter que conviver com a frase bastante tempo”, disse à coluna.
“O governo americano tem suspeita, isso é verdade, não é fala minha. Suspeitar não é crime não. Fiz esse vídeo dentro da Favela da Maré (RJ), as pessoas estavam preocupadas. Eu começo o vídeo tranquilizando e explico que o objetivo dos EUA é ir atrás do rastro do dinheiro do crime organizado”, ressaltou.
O vídeo questionado foi publicado no dia 31 de maio. Nele, Sóstenes afirma que “há grandes suspeitas nos Estados Unidos que esse dinheiro ainda financia campanhas do PT”, conclama o público a conhecer a “verdade dos fatos” e que o enfrentamento às organizações criminosas vai ser proposta do pré-candidato Flávio Bolsonaro.
Na decisão do TSE, o ministro André Mendonça afirma que houve divulgação de imputação grave sem comprovação mínima, o que compromete a integridade do debate eleitoral e induz o eleitorado a erro.

