O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou nas redes sociais, nesta terça-feira (19), e expressou “solidariedade” pela morte da jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, filha dos diplomatas Ibrahim Abdul Hak Neto e Ana Patrícia Neves Abdul Hak.
A vítima — e filha dos diplomatas — foi atropelada em Ipanema, na zona Sul do Rio, no último sábado (16), mas morreu no domingo (17) após não resistir aos ferimentos.
Ibrahim, pai de Mariana, é assessor especial no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já Ana Patrícia Neves Abdul Hak, mãe da vítima, é cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires.
No pronunciamento, o presidente afirmou que chegou a telefonar para o pai da vítima ainda nesta terça.
Em entrevista à CNN Brasil, Ibrahim afirmou que a perda da filha é “irreparável“. Na conversa, o diplomata contextualizou o acidente e contou que a jovem decidiu retornar ao país após conseguir uma oportunidade para estagiar na multicional de cosméticos e beleza L´Oreal Brasil, com sede na capital fluminense.
Entenda o caso
Segundo informações do boletim de ocorrência, o motorista de uma van de entrega de mercadoria online atropelou três pessoas ao avançar na calçada da rua Vinícius de Moraes. Segundo depoimento dele à polícia, o volante do veículo travou, ele não conseguiu mudar de faixa e por isso subiu na calçada, onde estavam as vítimas.
Mariana estava acompanhada da mãe e de um outro homem no momento do acidente. Ana Patrícia, mãe da garota, também ficou ferida, mas já recebeu alta. A jovem chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal Miguel Couto, em estado grave de saúde, mas não resistiu.
O terceiro atropelado também ficou ferido, mas não há informações sobre o estado de saúde dele e nem se ele era conhecido de Mariana e da mãe.
Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram quando a van passa pelo cruzamento, sobe na calçada e atropela a jovem.
Em depoimento, o homem que também foi atingido pela van disse que Mariana estava virada de costas para a rua quando o veículo a atingiu. Além disso, ele afirmou não ter escutado barulho de freada. De acordo com a Polícia Militar, no local do acidente não havia marcas de freio no asfalto.
O caso foi registrado como lesão corporal culposa e é investigado pela 14ª DP (Leblon). A perícia foi acionada para o local do atropelamento.
Em nota, a Polícia Civil informou que o motorista prestou depoimento na unidade policial e responde em liberdade. O homem não apresentou nenhum sinal de alteração e colaborou com o trabalho policial.

