A mãe das crianças Ágatha Isabelle (06), e Allan Michael (04), Clarice Cardoso, voltou a falar sobre o desaparecimento dos filhos e afirmou não acreditar que os irmãos tenham sido atacados por algum animal na região onde desapareceram, em Bacabal, no Maranhão.
Quatro meses após o caso, ela relatou que continua sem respostas concretas sobre o paradeiro das crianças e demonstrou revolta com a falta de esclarecimentos.
“Estou há quatro meses sem saber o que aconteceu”
Segundo a mãe, todas as vezes em que procura informações com os investigadores recebe apenas a confirmação de que as buscas continuam.
“Eles falam que estão investigando, que não vão parar, mas infelizmente não têm nenhuma resposta pra me dar”, afirmou.
A mulher disse que vive angustiada desde o desaparecimento e que até hoje não recebeu nenhuma explicação sobre o que pode ter acontecido com os filhos.
“Estou há quatro meses sem saber nada do que aconteceu com os meus filhos”, desabafou.
Mãe descarta hipótese de ataque de animal
Durante o relato, ela afirmou não acreditar que as crianças tenham sido atacadas por algum animal silvestre da região.
“Eu não acho que tenha sido algum bicho que pegou eles”, declarou.
Segundo ela, a grande quantidade de pessoas envolvidas nas buscas reforça a desconfiança de que algo diferente possa ter ocorrido.
“Aqui tinha mais de mil pessoas procurando. Pessoas deixaram serviço e vieram ajudar nas buscas”, desabafou.
Família cogita contratar investigador particular
Sem respostas oficiais após meses de investigação, a mãe revelou que chegou a pensar em contratar um investigador particular para acompanhar o caso.
Apesar disso, afirmou não ter condições financeiras para arcar com os custos.
“Se eu tivesse condição, já teria feito isso antes”, declarou.
Ela também criticou a falta de resultados mesmo após a atuação de diferentes forças de segurança durante as buscas.
“Com tanta polícia investigando e depois de quatro meses sem nenhuma resposta, eu estou indignada”, afirmou.
Relembre o caso
Ágatha Isabelle e Allan Michael desapareceram no início de janeiro deste ano, em Bacabal, no Maranhão. As crianças sumiram junto com Kauã, que foi localizado dias depois.
Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Marinha realizam buscas na região, incluindo áreas de mata e trechos do Rio Mearim. As autoridades descartaram a hipótese de afogamento após percorrerem mais de 180 quilômetros do rio durante as operações. Mesmo após quatro meses de investigações, o paradeiro dos irmãos segue desconhecido e o caso continua sem solução.
A Secretaria da Segurança Pública do Maranhão se manifestou sobre as investigações acerca do caso. Leia a nota na íntegra:
“A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), por meio da Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), informa que o inquérito que apura o desaparecimento das crianças no município de Bacabal segue aberto.
A Polícia Civil continua com os trabalhos investigativos, conduzidos por comissão especialmente constituída para esse fim, não sendo possível, até o momento, apontar circunstâncias, responsabilidades ou conclusões definitivas.
A SSP-MA reforça que o caso permanece como prioridade, com atuação contínua das equipes envolvidas. Todas as informações apuradas são rigorosamente checadas, e todas as medidas necessárias estão sendo adotadas para o completo esclarecimento dos fatos.
A Secretaria ressalta que as forças de segurança estão empenhadas na elucidação do caso e na localização das crianças, com a sensibilidade e a responsabilidade que a situação exige, especialmente diante do impacto para as famílias envolvidas.”

