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Apesar do avanço de programas de renegociação de dívidas como o Desenrola, dados do Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgados pelo Banco Central mostram que a inadimplência das famílias no crédito livre permaneceu em 7,6%, mantendo-se em patamar recorde para a modalidade. O cenário evidencia a pressão persistente do endividamento sobre o orçamento doméstico em linhas com juros mais elevados, como cartão de crédito e cheque especial.
Enquanto o crédito direcionado – voltado a setores estratégicos como habitação e agricultura – segue sob regras específicas e funding público, o crédito livre reflete a autonomia e a cautela das instituições financeiras na precificação de risco. A estabilidade dos atrasos, mesmo após iniciativas governamentais de alívio financeiro, mantém o sinal amarelo acendido para a dinâmica de pagamento dos consumidores e para a saúde do mercado de crédito nacional.

