Depois das críticas recebidas após o discurso à população em cadeia de rádio e TV, na noite de ontem, o ex-vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos-RS) reagiu às ameaças de bolsonaristas. Em entrevista à coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, ele disse enxergar as críticas como “parte da política”, mas repudiou as falas mais agressivas. “Não aceito as ofensas e ameaças que estão sendo disparadas contra mim e minha família”, disse Mourão.
O que Mourão disse no pronunciamento As Forças Armadas teriam pago a conta em crítica velada a Bolsonaro Criticou o “silêncio ou protagonismo inoportuno” de integrantes dos três Poderes Disse que o Brasil trocará de governo, mas não de regime Pediu a apoiadores que “retornem aos seus afazeres”, sem citar bolsonaristas em frente aos quartéis.
Logo após a fala de ontem, Mourão foi xingado e criticado no acampamento golpista na porta do Exército, em Brasília. Ação de Mourão x reação dos acampados: Presidente em exercício abre a fala sem convocar um golpe e manifestantes puxam o coro de “Hei Mourão, vai tomar no c*”; Mourão diz que a alternância de poder é saudável e acampados riem de forma sarcástica e raivosa; Os filhos do presidente Jair Bolsonaro também atacaram Mourão após a fala. O vereador do Rio Carlos Bolsonaro (PL) disse que “”Nenhuma novidade vinda desse que sempre disse que era um Bosta!”.
Já o deputado Eduardo Bolsonaro publicou: “A cada momento crítico que exige confiança no líder que nos conduziu até este momento, mais máscaras caem. Meu conselho aos mais jovens: não deixe que o ego e a ambição por poder te ceguem. Se isto ocorrer você jamais será líder, pois para ser um é inerente que saiba ser liderado.”

