Screenshot
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou presença na sessão do Senado desta terça-feira (3) que analisa a PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança. Ele tem mandato até fevereiro de 2027.
O parlamentar acompanha a discussão de forma remota após ter fugido, na semana passada, para os EUA depois de ser derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), disse que Flávio teve dificuldades para conseguir registrar presença. “Flávio não estava conseguindo se registrar. Eu falei com [Davi] Alcolumbre que autorizou a habilitação do novo número de Flávio para votar”, afirmou.
Portinho não explicou se Flávio também trocou de aparelho depois que fugiu para os EUA. Disse que o candidato derrotado não abandonou o mandato. Pelo regimento do Senado, se o senador faltar a 1/3 das sessões deliberativasserá cassado.
Fuga de Flávio
O senador Flávio saiu do Brasil para a Argentina por meio terrestre em duas vans com a esposa e duas filhas em uma operação com apoio internacional de ao menos dois países, segundo apurações inéditas conduzidas por órgãos brasileiros e obtidas com exclusividade pela CNN.
Os órgãos brasileiros que investigam a fuga identificaram as placas das vans que cruzaram a Ponte Tancredo Neves (também conhecida como Ponte Internacional da Fraternidade) na última terça-feira (27). A travessia foi uma rodovia que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú (província de Misiones), na Argentina, sobre o Rio Iguaçu, e foi captada por câmeras de segurança.
A apuração aponta que Flávio teve apoio na reta final do segundo turno das eleições. Um ex-agente israelense, naturalizado norte-americano, que já trabalhou na agência de inteligência Mossad, de Israel, chegou ao Brasil no dia 19 de outubro e, segundo levantamento da operação, acompanhou Flávio de Brasília até a Argentina, onde foi ajudado por integrantes do governo argentino, de Javier Milei.
O ex-agente da Mossad estava na van com Flávio Bolsonaro ao cruzar a fronteira, apontam os registros.
De Puerto Iguazú, a família Bolsonaro embarcou em um Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, operado pela empresa argentina de fretamento aéreo Baires Fly, fez uma parada para reabastecimento em Guayaquil, no Equador, e pousou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami, Flórida, por volta das 10h30 de quarta-feira (28), conforme mostrou ao vivo a CNN.

