O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse na 3ª feira (11.mar.2024), que as take news propagadas nas redes sociais são “algo insustentável” e pediu a responsabilização das plataformas.
“De fato, está ficando insustentável a quantidade de mentiras na internet. E, realmente, está uma coisa fora do comum, exagerado, sem limite. E eu acho que cabe às plataformas ter um pouco de responsabilidade em relação a isso, independente da lei até, acho que seria uma questão ética mesmo”. , disse Pacheco em sessão no Plenário do Senado.
Pacheco citou que foi alvo de fake news na 2ª feira (11.mar): “Disseram que eu sou a favor de poligamia, de mudança de sexo de criança e um monte de outras coisas mais. Então, isso, evidentemente, uma mentira completamente sem eira nem beira, que vira uma verdade para um monte de pessoas.”
Segundo o presidente do Senado, as informações falsas atribuídas a ele podem ser corrigidas, mas a situação se complica durante o período eleitoral. “Isso em um período eleitoral, em que o período é curto para conhecer as propostas de alguém, manipular as informações com mentira e com desinformação, com a busca de deturpar a realidade e ferir a reputação das pessoas, é algo realmente insustentável. Nós não podemos mais conviver com isso.”
O congressista citou o PL (projeto de lei) 2.630/2020, chamado de “PL das fake news”, que foi aprovado pelo Senado e aguarda análise da Câmara dos Deputados.
“O Senado Federal já aprovou um projeto de lei de combate a fake news para colocar limites a essas plataformas digitais. Está na Câmara dos Deputados. Espero muito que a Câmara discipline essa questão”, afirmou.
“Alguma coisa de fato precisa ser feita, porque essa quantidade de mentiras, de fake news e desinformação manipulada por gente que vive disso, um monte de gente desocupada, que não tem nenhum tipo de patriotismo verdadeiro e que fica o tempo inteiro na internet inventando mentira dos outros” , concluiu Pacheco.

