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A Polícia Federal (PF) arquivou a apuração preliminar que analisava uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026.
O Metrópoles apurou que o caso não chegou a ser formalmente instaurado como inquérito, e foi encerrado por falta de indícios mínimos de crime que apontassem para atuação do governo do presidente norte-americano, Donald
Trump, no processo eleitoral brasileiro. Antes da votação do primeiro turno, realizada no último domingo (4/10), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, anunciou a abertura de uma apuração sobre possível interferência da gestão Trump nas eleições brasileiras.
Internamente, no entanto, a avaliação predominante na PF é de que a manifestação de Andrei foi apenas uma resposta à solicitação feita pela Advocacia-Geral da União (AGU), comandada pelo ministro Jorge Messias.
Naquele momento, o procedimento ainda era preliminar e não havia inquérito formalmente instaurado.
“Recebemos uma representação da AGU sugerindo apuração de interferência externa. Foi encaminhado para a Diretoria de Inteligência para dar início à apuração. É uma investigação em andamento, um procedimento prévio. Não foi publicada a portaria do inquérito, mas já temos uma investigação em curso”, afirmou Andrei no domingo.
O pedido da AGU foi feito após o jornal britânico The Guardian publicar, na quinta-feira (1°/10), reportagem com o título “Governo Trump desvia recursos destinados aos direitos humanos para promover uma agenda de extrema direita no exterior”.
Diante da publicação, Jorge Messias pediu que corporação verificasse se havia relação entre as informações divulgadas e uma eventual interferência externa na eleição brasileira.
Na ocasião, o ministro classificou ainda o conteúdo como “especialmente grave” diante das eleições em andamento e de episódios recentes de pressão externa sobre instituições brasileiras, citados por ele como amplamente noticiados.

