O PL ainda não definiu se a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro mudará seu domicílio eleitoral para o Paraná.
O partido de Jair Bolsonaro pretende aguardar dois fatores: a definição das candidaturas do campo da direita e o resultado de pedido contra a deputada federal Rosângela Moro (União Brasil – SP).
O PT ingressou na semana passada com um recurso de impugnação junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná contra o pedido de transferência de domicílio eleitoral da parlamentar de São Paulo para o Paraná.
Caso a decisão seja contrária, dizem dirigentes do partido de oposição, há a possibilidade também de uma decisão desfavorável contra a ex-primeira-dama.
Além disso, Michelle já deu sinais de que tem resistência a uma mudança de domicílio eleitoral, já que prefere ser candidata ao Senado Federal pelo Distrito Federal, onde mora a sua família.
O partido afirma que, caso tenha um consenso sobre um nome da direita, não haveria motivos de Michelle concorrer ao cargo.
No entanto, caso ocorra uma pulverização de candidaturas de direita, que dê força eleitoral para um candidato de esquerda, é inevitável a entrada de Michelle.
As últimas pesquisas regionais apontam que Michelle seria favorita caso o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná confirme a cassação do senador Sergio Moro (União Brasil – PR).
Moro é acusado de abuso de poder econômico na eleição de 2022. Segundo a acusação, a chapa do senador causou desequilíbrio eleitoral.
Isso teria ocorrido desde a filiação partidária do ex-juiz ao Podemos, em novembro de 2021, com o lançamento de sua pré-candidatura para a Presidência da República.
O argumento das partes é de que Moro usou “estrutura e exposição de pré-campanha presidencial para, num segundo momento, migrar para uma disputa de menor visibilidade”.

