Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito de Aquiraz, Bruno Gonçalves (PSB), divulgou o reajuste salarial dos professores efetivos do município. O vídeo segue os padrões de divulgação do prefeito do município, que utiliza recursos de humor para fazer anúncios da gestão.
Na publicação, o prefeito simula estar em uma reunião, quando é interrompido por um grupo de mulheres que, batendo panelas, cobram o reajuste salarial dos professores. “É o reajuste que vocês querem? Vamos anunciar agora o reajuste dos professores de 7%. Muito maior que os 5,4% autorizados pelo governo federal”, afirma o prefeito.
Segundo o gestor, os pagamentos serão realizados já em fevereiro, garantido o retroativo ao mês de janeiro.
A prefeitura também comunicou que, com as novas mudanças, todos os 886 professores do município terão o direito de usufruir de um dia por mês para planejamento livre. “Você, professor, vai poder planejar as aulas em qualquer canto, inclusive em casa”, acrescentou o prefeito.
Segundo a prefeitura de Aquiraz, o dia de planejamento livre era uma demanda antiga dos professores da região e agora foi atendida pela gestão municipal.
O que dizem os servidores
Em vídeo publicado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Aquiraz (Sinsepuma), a notícia foi repassada à categoria.
A presidente do Sindicato, Edna Santos, aparece agradecendo a todos pela luta na busca do reajuste. “Nós conseguimos o tão sonhado dia de planejamento. A nossa luta é por dois dias de planejamento fora da escola, mas por enquanto conseguimos um dia”, afirma.
Edna informa sobre os 7% do reajuste, mas revela que já tinha expectativas altas. “A gente já vinha sonhando com isso, porque o Federal foi 5,4%, então a gente sabe que nosso município tem recursos, é um município rico”, acrescentou. Edna afirmou ainda que, apesar da vitória, “a luta continua” para garantir melhorias para a categoria.
O que foi aprovado pelo Governo Federal?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, em 21 de janeiro deste ano, medida provisória que reajusta em 5,4% o piso salarial nacional dos professores da rede pública com jornada de 40 horas semanais.
Com a atualização, o valor passou de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63. O novo percentual substitui o reajuste anterior previsto, de apenas 0,37%, alvo de críticas da categoria. A MP também alterou a forma de cálculo dos reajustes anuais, estabelecendo que o aumento nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior.
Pela nova regra, o reajuste será calculado com base na soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e de 50% da média da variação real das receitas do Fundeb, garantindo ao menos a reposição inflacionária e a possibilidade de ganho real.
De acordo com o Ministério da Educação, a proposta foi construída após negociações entre governo federal, representantes de professores, estados e municípios, com o objetivo de criar um modelo de correção considerado mais estável e juridicamente seguro.
A mudança foi anunciada após pressão de entidades do magistério, que criticaram o reajuste inicial por ser considerado insuficiente para recompor as perdas salariais.
Com o novo percentual e a alteração na fórmula de cálculo, o governo afirma que pretende garantir maior previsibilidade na atualização do piso e evitar que os vencimentos fiquem abaixo da inflação nos próximos anos.

