Quem recebe benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou do Bolsa Família deve ficar atento: a biometria passará a ser parte obrigatória do cadastro e será decisiva para a manutenção dos pagamentos a partir de 2026.
A medida foi oficializada pela Portaria Conjunta MDS/INSS nº 36 e prevê a integração da biometria às bases oficiais do governo, com o objetivo de reforçar a segurança, evitar fraudes e aprimorar o cruzamento de informações na Seguridade Social.
O que muda na prática?
A nova regra não prevê corte automático imediato para quem já recebe benefícios. No entanto, o monitoramento será intensificado.
O bloqueio poderá ocorrer apenas se o beneficiário for convocado para atualizar os dados e não cumprir o prazo de até 90 dias para regularização.
A biometria passa a ser um dos principais instrumentos de validação para aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.
Quem precisa fazer a biometria
A obrigatoriedade já valerá para novos pedidos feitos a partir de novembro de 2025. Quem solicitar aposentadoria, pensão ou BPC deverá realizar a coleta biométrica antes mesmo da análise do pedido.
Para quem já recebe, a convocação será gradual, dentro de um cronograma de transição que se estende até 2027.
Durante esse período, serão aceitas biometrias vinculadas a:
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- Título de Eleitor;
- Nova Carteira de Identidade Nacional(CIN).
A partir de 1º de janeiro de 2028, entra em vigor o chamado “padrão ouro”: apenas a biometria vinculada à CIN será válida para prova de vida e manutenção cadastral.
Como ficam CadÚnico, Bolsa Família e BPC
No caso do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e do Bolsa Família, a coleta biométrica ocorrerá principalmente durante a atualização cadastral feita no CRAS. A ideia é integrar o procedimento aos atendimentos já realizados, evitando deslocamentos extras.
Já para o BPC, o prazo é mais rigoroso: todos os beneficiários deverão estar com a biometria validada até 31 de dezembro de 2026. Quem não regularizar a situação poderá ter o pagamento suspenso até comparecer presencialmente para atualizar os dados.
Como evitar bloqueios
A principal recomendação é manter o cadastro atualizado e acompanhar eventuais notificações nos aplicativos oficiais, como Meu INSS e Meu CadÚnico.
Para reduzir riscos:
- Substitua o RG antigo pela CIN, que integra CPF e biometria em base nacional unificada;
- Consulte regularmente os aplicativos oficiais para verificar pendências;
- Caso seja convocado, agende atendimento no CRAS ou no INSS e regularize a situação dentro do prazo de 90 dias.
Com a biometria validada, a prova de vida tende a ocorrer de forma automática no sistema, diminuindo a necessidade de comparecimento presencial e ampliando a segurança na concessão dos benefícios.
A orientação é clara: quem não atualizar os dados dentro dos prazos poderá enfrentar bloqueios a partir de 2026.

