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A Câmara dos Deputados encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o depoimento de um comerciante que afirma ter conhecimento de uma suposta armação envolvendo a acusação de estupro de vulnerável contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). O relato foi colhido pela Polícia Legislativa após Gaspar informar que o homem havia procurado seu gabinete para denunciar a possível trama.
Segundo o Metrópoles, o depoente afirmou que uma jovem teria sido recrutada para conceder entrevistas usando uma identidade falsa e se apresentar como vítima de Gaspar. Ele também citou supostos pagamentos e afirmou que pessoas ligadas ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) estariam envolvidas. Como o parlamentar foi mencionado e possui foro por prerrogativa de função, o material acabou encaminhado ao STF.
Lindbergh negou as acusações e classificou o relato como “picaretagem”, afirmando não conhecer os envolvidos nem ter participado de qualquer reunião sobre o assunto. O material foi enviado ao gabinete do ministro Gilmar Mendes, relator de um pedido de abertura de inquérito relacionado à acusação contra Alfredo Gaspar. A Procuradoria-Geral da República pediu diligências à Polícia Federal antes de uma decisão sobre a abertura da investigação.

