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BLOCO DE OPOSIÇÃO
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) afirmou que mantém aberta uma vaga para uma possível aliança com o PL na formação de um bloco de oposição para as eleições no Ceará.
“Está guardada aqui uma vaga para a aliança que una toda a oposição para salvar o Ceará”, disse Ciro ao comentar as articulações políticas para o próximo pleito estadual na sexta-feira (6), em coletiva no Encontro dos Produtores Rurais do Ceará (Eproce).
A fala ocorre em meio a tensões internas no PL no Ceará, após a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao estado em novembro de 2025. Segundo Ciro, durante o evento, ela teria repreendido publicamente o deputado federal André Fernandes (PL), que preside o partido no Ceará.
“Todo mundo viu, a esposa do ex-presidente da República, do Bolsonaro, veio aqui, humilhou André
Fernandes, que é o presidente do PL. E eu não tenho nada a ver com isso, eu fiquei quieto”, afirmou.
De acordo com o ex-ministro, após o episódio, o PL pediu um prazo para resolver questões internas antes de avançar em negociações políticas. Ciro disse ter concordado em aguardar. “Quem sou eu para dizer ‘não”? Dou o tempo”, declarou.
Nos bastidores da política cearense, o grupo liderado por Ciro Gomes tenta consolidar uma frente de oposição ao governo estadual. A estratégia passa por reunir diferentes forças políticas que hoje fazem oposição ao grupo governista.
Nesse cenário, o PL, partido ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, é visto como um possível aliado estratégico, principalmente pelo peso eleitoral que possui entre setores do eleitorado conservador no estado.

