Os vários tipos de golpe contra os consumidores chegaram a triplicar durante a pandemia de coronavírus. Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), grande parte das fraudes envolve a manipulação psicológica de vítimas para roubo de informações pessoais, como senhas e números de cartões.
Entre os mais comuns registrados no último ano estão o do falso motoboy, da troca de cartão, de pedidos de dinheiro pelo WhatsApp e da falsa central ou do falso funcionário de banco.
Para Adriano Volpini, diretor da comissão executiva de prevenção a fraudes da Febraban, as pessoas ainda têm um comportamento de segurança no mundo digital diferente do adotado no mundo físico, em que elas já se acostumaram a tomar cuidado com carteiras, pertences e celulares, em locais públicos e de grande movimentação. “Mas esse discernimento não é tão comum no mundo digital como deveria”, alerta.
No Dia do Consumidor, celebrado nesta terça-feira (15), para se informar e evitar cair nessas armadilhas, veja a seguir as orientações da Febraban sobre os principais golpes e como podem ser evitados:
Golpe do falso motoboy
Como é
O golpe começa quando o cliente recebe uma ligação de alguém que se passa por funcionário do banco e que diz que o cartão da eventual vítima foi fraudado. O falso funcionário solicita a senha e pede que o cartão seja cortado, mas que o chip não seja danificado. Em seguida, diz que o cartão será retirado na casa do cliente. Outro golpista aparece onde a vítima está e retira o cartão. Mesmo com o cartão cortado, o chip está intacto e os fraudadores podem utilizá-lo para fazer transações e roubar o dinheiro da vítima.
Como evitar
Os bancos nunca pedem o cartão de volta nem mandam portadores até sua casa para buscá-lo. Se receber esse tipo de ligação ou visita, não entregue nada a ninguém e ligue imediatamente para o seu banco, de preferência de um celular, para saber se existe algum problema com a sua conta.
Golpe da falsa central de atendimento
Como é
O fraudador entra em contato com a vítima e se passa por funcionário do banco ou empresa que ela utiliza. Ele diz que a conta foi invadida, clonada ou teve algum outro problema e, a partir daí, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima. Pede que ela ligue para a central do banco, no número que aparece atrás do cartão, mas o fraudador continua na linha para simular o atendimento da central e pedir os dados da conta, dos cartões e, principalmente, a senha.
Como evitar
Se receber esse tipo de contato, desconfie na hora. Desligue e entre em contato com a instituição pelos canais oficiais, de preferência usando o celular ou aplicativos móveis, para saber se algo aconteceu mesmo com sua conta. O banco nunca liga para o cliente para pedir senha ou número do cartão e também nunca liga para pedir que se realize uma transferência ou qualquer tipo de pagamento.
Golpe do link falso
Como é
Um golpe em que normalmente ofertas muito atrativas chegam por email ou redes sociais como iscas para que os usuários informem seus dados como número de CPF, conta, cartões e senhas. Essas mensagens também podem instalar vírus e aplicativos que roubam seus dados por meio de links maliciosos e permitem que os golpistas acessem todas as suas contas.
Como evitar
Desconfie de mensagens que você não pediu nem aprovou e de ofertas em que o desconto é tentador demais. Fique atento ao email do remetente. Empresas de grande porte não utilizam contas privadas como @gmail, @hotmail ou @terra e entidades públicas sempre usam @gov.br ou @org.br. Em caso de links, confira se o endereço da página corresponde ao correto. Se tiver dúvida, não clique.
Golpe do falso leilão
Como é
Golpistas criam sites falsos de leilão para anunciar todo tipo de produto por preços bem abaixo do mercado. Depois pedem transferências, depósitos e até dinheiro via Pix para assegurar a compra. Geralmente apelam para a urgência em fechar o negócio, dizendo que você pode perder os descontos. Mas nunca entregam as mercadorias pagas. Além disso, os fraudadores podem se aproveitar para roubar informações importantes como CPF e número de conta das vítimas.
Como evitar
Sempre pesquise a empresa de leilões em sites de reclamação e confira o CNPJ do leiloeiro. Nunca faça transações financeiras em sites que não tenham o cadeado de segurança no navegador e certificados digitais para transações, nem faça transferências para contas de pessoas físicas.
Golpe do falso empréstimo
Como é
Organizações criminosas se passam por falsas instituições financeiras e oferecem empréstimos com condições muito vantajosas para o consumidor. As quadrilhas fazem anúncios em sites na internet e oferecem crédito, com condições muito atrativas e prometem liberação fácil de dinheiro para consumidores negativados. Quando o interessado preenche o cadastro nesses sites fraudulentos, os bandidos entram em contato e pedem que ele assine um suposto contrato, mas, sem que o usuário perceba, colocam cláusulas que impõem multas, caso haja desistência. Para que o falso empréstimo seja liberado, os bandidos pedem o pagamento de taxas e impostos e dizem que a prática é normal.
Como evitar
A Febraban alerta que não existe nenhum tipo de empréstimo em que a pessoa tenha que fazer algum tipo de pagamento antecipado, seja de impostos, seja de preenchimento de cadastro ou de supostos adiantamentos de parcelas, e esclarece que esse tipo de abordagem é fraude. Em todas as operações de crédito regulares, o cliente recebe o dinheiro e não tem que pagar nada para obter o empréstimo. Desconfie de sites na internet que oferecem crédito com condições vantajosas. Sempre pesquise e verifique se a instituição é autorizada pelo Banco Central a oferecer empréstimos.
Golpe da fruta, da mortadela, do Pix, sequestros, estelionato emocional e sexual e golpes em aplicativos de relacionamento. Você já deve ter ouvido falar nessas estratégias criminosas para obter vantagens ilícitas de consumidores ou usuários de serviços em plataformas digitais. Esses golpes vêm crescendo exponencialmente em São Paulo. O R7 detalhou como ocorre cada uma dessas armadilhas, bem como sugere dicas de proteção para evitar ser vítima de uma dessas práticas. Acompanhe a seguir

