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Amigo próximo a Flávio Bolsonaro (PL) e envolvido com ele nas investigações que culminaram na ordem de apreensão dos passaportes do senador, o advogado Willer Tomaz disse à coluna Demétrio Vecchioli que não fala com o amigo desde o dia da eleição.
“Não mantenho contato com o Flávio desde domingo”, disse Willer à coluna, quando perguntado se irá receber o senador em Miami. Os dois estão proibidos de se comunicar desde segunda-feira (26/10) por ordem do ministro Alexandre de Moraes.
A coluna também perguntou se Willer tem data para voltar ao Brasil e se ele segue em Miami, nos Estados Unidos. Nos dois casos, a resposta foi: “não é da sua conta”.
Na semana passada, o Metrópoles revelou que a Polícia Federal (PF) havia identificado a saída de Willer do país e a coluna Milena Teixeira publicou em primeira mão que Willer estava em Miami.
Depois, na sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento dos passaportes de Willer, inclusive de um documento diplomático, e a suspensão das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as companhias relacionadas a ele.
Também ordenou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além do bloqueio de bens e da suspensão das atividades econômicas da empresa Alcazar, de Willer, da qual Flávio Bolsonaro era “usuário master”.
Esse suposto acesso à conta bancária de uma empresa de Willer, que é investigado por supostamente utilizar apostas para lavar dinheiro, fez Flávio ser incluído nas investigações que foram remetidas ao STF no início do mês, caindo com Moraes.
O risco de fuga de Flávio, seguindo o caminho do amigo investigado e do irmão Eduardo, fez Moraes determinar que o senador entregasse seus passaportes em 24h, na segunda-feira (26). Antes do cumprimento da ordem judicial, Flávio fugiu para os EUA.

