VÍTIMAS EM VULNERABILIDADE SOCIAL
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)ados alarmantes revelam que a maioria das mulheres ítimas de violência doméstica no Ceará são mulhere: negras (82,1%) que trabalham no mercado informal
(43,38%) ou estão desempregadas (10,50%). Com isso, é possível notar maior incidência dos casos com vítimas que estão na linha da vulnerabilidade social
O balanço feito pelo Núcleo de Defesa da Mulher
(Nudem) da Defensoria Pública (DPCE), coletados de 2021 até outubro de 2024, mostram que quase 97% dessas mulheres sofrem violência dentro de casa, espaço que deveria ser um refúgio, mas se torna palco de agressões físicas, psicológicas e emocionais.
Entre as formas de violência, a psicológica é a mais recorrente, com 96,7% das mulheres atendidas relatando episódios de humilhação, controle e manipulação emocional. Ursula Góes, psicóloga do Nudem, explica que muitas demoram a identificar os sinais. “Elas chegam dizendo que nunca sofreram violência porque não houve agressão física, mas ignoram o impacto emocional de ameaças e isolamento”, afirma.
A defensora pública Ana Kelly Nântua ressalta que o trabalho do Nudem vai além do atendimento jurídico.
“Oferecemos acolhimento emocional e social para que essas mulheres consigam romper com o ciclo de violência e reconstruir suas vidas”, destaca.
PERFIL DOS AGRESSORES
Os dados apontam que 85% das mulheres atendidas têm filhos, e 41% dessas crianças presenciam episódios de violência. Os agressores, em sua maioria, são ex-companheiros (51,9%) ou cônjuges atuais (21,4%).
Mesmo sem armas de fogo em 89,1% dos casos, o controle ocorre por meio de ameaças, vigilância e
DENUNCIA
Mulheres em situação de violência podem buscar ajuda nas Delegacias da Mulher, ligar para o 180 ou procurar o Nudem na Casa da Mulher Brasileira. O Núcleo também realiza ações educativas e oferece suporte psicológico e social.

