Screenshot
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou quadro de taquicardia e dispneia – batimentos cardiacos acelerados e sensação de falta de ar ou dificuldade para respirar – na última sexta-feira (2/10), véspera do primeiro turno das eleições presidenciais. A informação foi confirmada por boletim médico apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (9/10).
Segundo o documento, assinado pelo médico Brasil Ramos Caiado, o episódio foi de curta duração com melhora espontânea, sem recorrência no decorrer desta semana.
“No momento encontra-se bem, mantendo estabilidade hemodinâmica e cardiorrespiratória, porém persistem os efeitos secundários das medicações de ação central, especificamente do quadro crônico de instabilidade no equilibrio corporal e sonolência diurnaại escreveu o especialista.
Ainda de acordo com o boletim, o ex-presidente segue em dieta rigorosa, com baixo teor de acidez e pouco sódio, e recebe cuidados preventivos para redução do risco de quedas e refluxo gastroesofágico.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março de 2026, após receber alta hospitalar. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes em 24 de março, por razões humanitárias, após o ex-presidente ser internado com broncopneumonia aspirativa.
A decisão estabeleceu inicialmente o prazo de 90 dias. Em julho, Moraes decidiu manter a prisão domiciliar.
Antes da transferência, Bolsonaro estava preso na Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, desde 15 de janeiro de 2026. Ele foi levado ao hospital em 13 de março, após apresentar problemas de saúde.

