O pagamento por aproximação, cada vez mais popular pela praticidade, tem se tornado alvo de criminosos no Ceará. Golpistas estão se aproveitando dessa tecnologia para aplicar fraudes em locais movimentados, como ônibus, feiras, calçadões e até filas de bancos ou supermercados.
A tática envolve aproximar uma maquininha de cartão da bolsa, mochila ou bolso da vítima e realizar uma cobrança sem que ela perceba. Para transações de valores baixos, não é exigida senha, o que facilita a ação criminosa.
“Se o cartão estiver no bolso, sem proteção, o criminoso pode sim encostar e fazer a transação”, alerta Marcos Monteiro, presidente da Associação Nacional de Peritos em Computação Forense.
Moradores de Fortaleza e Região Metropolitana já registraram tentativas de golpe em terminais de ônibus e no Centro da cidade. Por ser silenciosa e rápida, a ação pode passar despercebida até que o dono do cartão note valores debitados em sua conta.
O auxiliar administrativo Cairo Ferreira, morador do bairro Parangaba, adota cuidados para se proteger. “Sempre deixo o cartão guardado na carteira. Ou então uso no celular, que é mais seguro”, diz ele.
Já a agente administrativa Ingrid da Silva, do bairro Aldeota, optou por abandonar o cartão físico. “Uso só o cartão virtual. A cada compra, ele gera um número diferente. Acho mais seguro”, comentou.
Como se proteger?
Especialistas recomendam o uso de carteiras ou capas com bloqueio de radiofrequência (anti-RFID), que impedem que as maquininhas identifiquem o chip do cartão por aproximação. Alternativas caseiras, como envolver o cartão em papel alumínio e fita adesiva, também podem ser eficazes.
Outras dicas incluem:
- Desativar a função de aproximação no app do banco, se não usar com frequência;
- Ativar notificações de compra no celular;
- Usar preferencialmente o cartão virtual;
- Evitar carregar o cartão solto no bolso ou na mochila.
Bancos devem ressarcir vítimas
Embora o pagamento por aproximação ainda seja considerado seguro pelos bancos, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que as instituições financeiras devem ressarcir os valores indevidamente debitados, desde que comprovada a fraude.
A orientação das autoridades é clara: atenção redobrada e uso consciente da tecnologia são as melhores formas de evitar ser vítima desse tipo de crime.

