O Gabinete de Segurança Institucional (GSI)da Presidência da República comprou dois fuzis antidrones para serem utilizados em eventos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com a nova aquisição, o GSI terá quatro armamentos para abater drones. Até dezembro, foram abatidos 23 drones em eventos com o presidente pelo país.
A ampliação dos equipamentos acontece em um ano em que o país sediará a cúpula dos Brics e a COP30, que contarão com a participação de Lula. A compra também ocorre em meio à retomada das viagens do presidente pelo país.
Os fuzis são do modelo DroneGun Tactical e custaram, cada um, R$ 872.607,50, totalizando R$ 1,7 milhão. O contrato foi firmado pelo GSI em 31 de dezembro do ano passado. Os fuzis devem ser entregues no final deste mês.
O GSI é responsável pela segurança do presidente. Para garantir que nenhum drone sem identificação represente algum tipo de ameaça a Lula, o GSI os intercepta.
O instrumento invade a frequência de comunicação de drones suspeitos e consegue estabelecer o controle do dispositivo. A partir deste momento, a aeronave pode retornar a seu dono ou ser derrubada.
Lula vai intensificar a agenda de viagens pelo país com o objetivo de reverter a queda na popularidade e o aumento da percepção negativa dos eleitores. Com isso, o GSI deve redobrar as atenções com o uso de drones nos eventos em que o presidente marcar presença.
O aumento o número de fuzis antidrones é considerado importante dentro do GSI para atender à logística de deslocamento do presidente em suas viagens.
O escalão avançado, composto por assessores, seguranças, servidores do cerimonial e outros funcionários da Presidência, chega dias antes à cidade que será visitada pelo presidente.
Se o roteiro inclui mais de uma cidade, é necessário deslocar outro escalão avançado para o novo destino. Por isso, é preciso haver equipes completas com equipamentos completos em todos os locais que serão visitados pelo presidente.
Ligneul Cesar, diretor-geral da Pirâmide Tecnologias, empresa que fornece o antidrone, afirma ser importante que o GSI tenha um equipamento de alta qualidade e de eficiência militar para pronto emprego.
“O valor deste fuzil é caro porque ele tem alta qualidade de eficiência e resistência militar. Só pode ser utilizado por forças militares e de segurança pública e sob o controle do Exército. O equipamento tem alto nível militar e é usado por forças armadas mundo afora”, diz.
A empresa já fechou contratos para fornecer o mesmo fuzil antidrone para a Polícia Penal de Minas Gerais e para a Administração Penitenciária de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

