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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apresentada nesta quarta-feira (15), na qual os advogados afirmam que ele “jamais soube” da divulgação da carta publicada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A defesa nega qualquer descumprimento das medidas cautelares impostas pela Corte.
Na manifestação enviada ao STF, os advogados sustentam que Bolsonaro não orientou nem autorizou a publicação da carta e que a decisão de divulgá-la partiu exclusivamente de Flávio Bolsonaro. O esclarecimento foi solicitado por Moraes após a divulgação do manuscrito em que o ex-presidente declara apoio à pré-candidatura do filho à Presidência da República. O ministro também suspendeu por 90 dias as visitas do senador ao pai.
Com a manifestação da defesa, caberá agora à PGR avaliar se houve descumprimento das medidas cautelares por parte de Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde março deste ano, após ser condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe de Estado, e está proibido de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente.

