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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a investigação sigilosa do conteúdo extraído de aparelhos celulares do advogado Frederick Wassef, que foram apreendidos no âmbito da investigação sobre o desvio de joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em viagens internacionais. A Polícia Federal havia identificado “eventos fortuitos” nos dados dos celulares que deveriam ser apurados em procedimento separado. A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável a investigar o conteúdo encontrado, com o objetivo de avaliar hipóteses criminais que não têm conexão com o caso das joias.
Wassef e Bolsonaro foram indiciados no caso do suposto desvio de joias recebidas do governo da Arábia Saudita, junto com outras 10 pessoas envolvidas no esquema. A investigação revelou que ex-auxiliares de Bolsonaro, incluindo o ajudante de ordens Mauro Cid e seu pai, venderam relógios Rolex e Patek Philippe nos Estados Unidos em junho de 2022. Wassef posteriormente recomprou um dos relógios nos EUA para devolvê-lo às autoridades brasileiras. A PGR pediu arquivamento do caso das joias, argumentando que não existe lei clara definindo se presentes recebidos por presidentes pertencem ao governante ou ao Estado.

