Screenshot
O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula, José Guimarães (PT), afirmou nesta quinta-feira (16/4) que foi impedido de disputar o Senado no Ceará em 2026.
Em conversa com jornalistas, Guimarães explicou que a “realidade política” do estado não permitiu que ele seguisse na disputa, apesar dos bons resultados que teve nas pesquisas de intenção de voto.

A desistência de Guimarães teve aval de Lula. O cálculo do presidente, segundo aliados, foi abrir a vaga ao Senado na chapa do governador Elmano de Freitas (PT), que tentará a reeleição, a outros partidos.
Guimarães admitiu que a desistência não foi fácil para ele, mas ponderou que um pedido de Lula era “irrecusável”. Ao assumir a articulação política do governo agora, o petista não poderá ser candidato a nada em outubro.
Emocionado, o ministro afirmou ainda que não queria ser responsabilizado por uma eventual derrota do PT no Ceará e que tem um compromisso com a continuidade do projeto político do partido.
“O PT, se fosse para voto, me apoiava, tinha voto de sobra, mas eu não queria ser responsabilizado por eventuais derrotas ou pelo futuro la. Então, eu não podia fazer isso a revelia do Camilo (Santana), do governador (Elmano de Freitas) e das outras lideranças. Eu fiz isso absolutamente consciente para atender a uma coisa: ajudar, com o compromisso que eu tenho com o projeto”, declarou.
