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Lideranças do PT e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acreditam que o apoio do ex-presidente Michel Temer (MDB) a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno poderia envolver um acordo para evitar um eventual impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A avaliação é de que Temer, responsável pela indicação de Moraes ao Supremo em 2017, teria negociado uma saída para proteger o ministro caso Flávio seja eleito presidente.
Um dos petistas que sustenta essa suspeita é Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo. “O ex-presidente Michel Temer não faz nada de graça, como todos nós sabemos. É um velhaco da política.
Deve ter feito um acordo para salvar o seu ministro”, afirmou. Nos bastidores, outra liderança do PT ouvida pela coluna acredita que uma eventual negociação poderia envolver a aposentadoria antecipada de Moraes em 2027, antes de ele assumir a presidência do STF.
Interlocutores de Temer e de Flávio, porém, negam qualquer acordo. Entre bolsonaristas, o discurso é de que uma eventual tentativa de impeachment de Moraes não seria interrompida após a eleição de uma maioria de direita para o Senado. “Não adianta o Alexandre de Moraes fazer nenhum aceno agora, que a gente vai impichar ele com o novo Senado. Isso não tem negociação. E inegociávelỊị afirmou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). As informações são do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles.

