No + Amigos ….
Nem sempre a política oferece espaço na mesma proporção em que exige presença. E a trajetória recente da vice-prefeita de Eusébio, Tamara Holanda, parece passar justamente por essa contradição.
Ao longo da atual gestão, Tamara ocupa institucionalmente o cargo de vice-prefeita, mas sua participação política nem sempre parece acompanhar a dimensão da função. Por enfrentar uma discretissima nulidade. Presente em solenidades e compromissos oficiais, muitas vezes sua atuação fica restrita somente ao papel protocolar que o próprio cargo impõe.
Foi durante a campanha eleitoral, entretanto, que esse cenário ganhou novos contornos.
Apadrinhada politicamente pelo deputado federal eleito Acilon Gonçalves, responsável por sua escolha para compor a chapa que chegou à Prefeitura de Eusébio, Tamara decidiu retribuir a confiança com presença. E presença, neste caso, não apenas física.
Ela esteve nos bastidores, nas ruas, nas reuniões e nos momentos mais difíceis da campanha. Enfrentou resistências, buscou espaço e, pouco a pouco, encontrou uma forma própria de atuar.
Há um aspecto político que merece ser observado: Tamara terminou a campanha diferente de como começou.
A convivência com lideranças, militantes e, principalmente, com o eleitor comum ampliou seu repertório político. Foi acolhida por pessoas simples, construiu novas relações e estabeleceu pontes que talvez não existissem antes da campanha.
Não se trata de transformar isso em heroísmo. Faz parte das escolhas de quem decide participar ativamente da política.
Também merece registro a presença do esposo ao seu lado durante esse período.
Agora, encerrada a eleição, surge uma questão que os bastidores naturalmente começam a formular: qual será o próximo capítulo político de Tamara Holanda?
É cedo para respostas definitivas. Uma nova candidatura à vice-prefeitura, uma eventual disputa por uma cadeira na Câmara Municipal ou até, mais adiante, a construção de um projeto majoritário são possibilidades que pertencem ao futuro.
Mas uma coisa mudou: Tamara saiu da campanha com uma experiência política que não tinha quando entrou.
E há ainda um obstáculo que não pode ser ignorado: ser mulher na política em EUSÉBIO continua significando enfrentar barreiras que, muitas vezes, não aparecem nas fotografias oficiais nem nos discursos públicos.
E, na política, algumas das trajetórias mais interessantes começam justamente quando alguém deixa de ser apenas parte do cenário e passa a construir o próprio espaço.
Por | Marcos Aurélio | Portal MZ

