O presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, usou as redes sociais para esclarecer o que chamou de “mal-entendido” sobre as afirmações que fez nesta segunda-feira (25) durante uma entrevista.
Valdemar afirmou que a visita do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi para “ver se conseguia o restante do dinheiro” prometido pelo banqueiro para a produção do filme “Dark Horse”.
“O Vorcaro não tinha problema nenhum quando ele [Flávio] pediu dinheiro […] Foi visitar depois para ver se conseguia o restante do dinheiro”, disse em entrevista à Globo News.
Nesta terça-feira (26), Valdemar fez questão de ressaltar que só ficou sabendo dessas informações via imprensa e que nunca conversou com Flávio Bolsonaro sobre o assunto.
Na última semana, Flávio assumiu ter visitado o ex-banqueiro em 2025, após ele ter sido preso pela primeira vez no âmbito da operação Compliance Zero, que apura irregularidades envolvendo o agora liquidado Banco Master.
Segundo o pré-candidato, a reunião tinha como objetivo encerrar a negociação para que Vorcaro patrocinasse um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Em maio de 2025 foi a última vez que ele [Vorcaro] honrou com os pagamentos. Nesse meio tempo, como as pessoas envolvidas nesse filme não estavam tendo retorno, eu fui cobrar ele para ter alguma posição. No final de 2025 foi aquele áudio que todos vocês ouviram, que eu peço uma luz sobre a palavra final, sobre o que vai acontecer, porque estava em grande risco do filme ser encerrado. No dia seguinte, ele foi preso. Neste momento, nós vimos ali que deu uma a virada de chave, entendemos que a situação era mais grave”, afirmou Flávio em coletiva após reunião com o Partido Liberal.
A declaração ocorreu após o portal Intercept Brasil vazar uma troca de mensagens entre Flávio e Daniel Vorcaro, na qual o parlamentar pede dinheiro para financiamento do filme.
De acordo com a troca de mensagens divulgada pelo Intercept Brasil no dia 13 de maio, Flávio teria negociado cerca de R$ 134 milhões com o dono do Banco Master para financiar a produção do longa sobre o ex-presidente.

