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DEFESA ALEGA IMPARCIALIDADE NO JULGAMENTO
A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli protocolou nesta sexta (10) um recurso na Corte de Cassação de Roma, na Itália, para contestar sua extradição ao Brasil.
Os advogados alegam que a política sofre perseguição institucional e acusam de imparcialidade o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontando supostas irregularidades no processo jurídico brasileiro.
O documento, ao qual o portal UOL divulgou informações, afirma que a situação é “absolutamente anômala” porque o magistrado do STF teria atuado simultaneamente como vítima do crime, juiz instrutor, juiz de primeiro e segundo grau e juiz da execução.
Segundo o recurso da defesa, o direito ao contraditório foi violado, pois o hacker Delgatti é apontado como a “fonte primária e insubstituível da acusação”. E a defesa diz que foi impedida de interrogá-lo e de acessar dados do processo.
Além disso, a petição destaca a supressão de provas cruciais e as condições de saúde de Zambelli para tentar evitar sua transferência. O documento ainda ressalta a falt de equivalência legal entre as normas dos dois países sobre crimes digitais como justificativa para o cancelamento da sentença.
Atualmente detida na Itália, Zambelli aguarda uma decisão final que pode levar até seis meses para ser proferida pelo tribunal superior. Mas a decisão pode ser mais rápida, pois ela já está em cárcere.
A Justiça italiana autorizou a extradição de Zambelli no dia 12 de fevereiro. A decisão foi tomada pela Corte de Apelação de Roma, que agora teve a sentença contestada pelos irmãos Ângelo e Pieremilio Sammarco, advogados da ex-parlamentar.

